Eu passei os últimos vinte anos fazendo a mesma coisa, com ferramentas que mudaram completamente: contar histórias entre cinema e inteligência artificial.
Comecei na ilha de edição, montando filmes e programas de televisão aprendendo que uma história não nasce na filmagem, mas no corte. Depois vieram a fotografia(na verdade, foi a minha primeira paixão, juntamente com o cinema), a produção audiovisual para cinema e TV, e a escrita: Já trabalhei como roteirista e redator em inúmeros conteúdos e publicidade desde 2003. Nos últimos três anos, mergulhei de cabeça na inteligência artificial. E descobri algo que mudou minha forma de trabalhar: a tecnologia muda, mas a narrativa permanece.
É essa travessia entre cinema e inteligência artificial que este blog vai mapear..
Por que um editor audiovisual está falando de inteligência artificial?
Porque ninguém entende melhor de IA generativa do que quem já passou a vida inteira recriando a realidade quadro a quadro, corte a corte.
Quando você monta um filme, você aprende que a verdade de uma cena não está no que foi gravado, mas no que você escolhe mostrar. Quando você fotografa, aprende que a luz conta mais do que o objeto. Quando você escreve um roteiro, aprende que a estrutura é invisível, mas é ela que segura a emoção.
A inteligência artificial não substitui nada disso. Ela amplifica. Um modelo de vídeo generativo é uma nova lente. Um gerador de imagens é um novo set de filmagem sem orçamento. Mas sem direção, sem repertório, sem storytelling é só ruído bonito.
A IA não tira o trabalho de quem cria. Ela tira o trabalho de quem nunca aprendeu a contar uma história.
O que você vai encontrar aqui
Este espaço é dedicado a quem cria ou quer criar na fronteira entre a técnica tradicional e as novas ferramentas. Escrevo sobre quatro territórios que percorro todos os dias:
🎬 Cinema e Storytelling
A espinha dorsal de tudo. Estrutura narrativa, roteiro, montagem e os princípios atemporais que funcionam tanto num longa-metragem quanto num vídeo de 15 segundos.
📸 Fotografia
Da composição clássica à pós-produção. O olhar fotográfico como base para entender qualquer imagem inclusive as geradas por IA.
🤖 Inteligência Artificial
Ferramentas, fluxos de trabalho e reflexões sobre IA criativa, sem hype e sem medo. O que funciona de verdade na produção profissional.
🎥 Vídeo Generativo
A fronteira mais nova e mais empolgante. Como dirigir modelos de geração de vídeo com a mentalidade de quem já dirigiu sets reais.
Para quem é este blog
Criadores audiovisuais que querem incorporar IA sem perder a alma do ofício
Fotógrafos e cineastas curiosos sobre as novas ferramentas generativas
Roteiristas e contadores de história que entendem que a narrativa é o ativo mais valioso da era da IA
Qualquer pessoa que sente que estamos vivendo a maior transformação criativa desde a invenção do cinema e quer fazer parte dela com consciência
A pergunta que move tudo
Em 1895, os irmãos Lumière projetaram um trem chegando à estação e o público correu da sala, achando que seria atropelado. Hoje, geramos trens inteiros com uma frase de texto. A ferramenta evoluiu de forma inimaginável. A pergunta, porém, é exatamente a mesma de 130 anos atrás:
O que vale a pena contar?
É essa pergunta que vai guiar cada artigo deste blog. Seja bem-vindo. A história está só começando.
Perguntas frequentes
Quem é Gilberg Antunes? Sou editor, fotógrafo, produtor audiovisual e roteirista com mais de 20 anos de experiência em cinema e televisão. Atuo com roteiro e storytelling desde 2003 e, nos últimos três anos, me especializei em inteligência artificial aplicada à criação audiovisual.
Sobre o que é este blog? Sobre a intersecção entre storytelling, fotografia, cinema e inteligência artificial. Compartilho fluxos de trabalho, reflexões e técnicas para criar com as novas ferramentas generativas sem abandonar os fundamentos da narrativa.
A inteligência artificial vai substituir os criadores audiovisuais? Não. A IA é uma ferramenta de amplificação criativa. Ela acelera a produção, mas continua dependendo de direção, repertório e capacidade de contar histórias habilidades humanas que se tornam ainda mais valiosas.
Preciso saber programar ou ter conhecimento técnico avançado? Não. O foco aqui é criativo e prático. Explico as ferramentas a partir da ótica de quem produz conteúdo, não de quem desenvolve tecnologia.